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“Ela alegra, ela inspira, ela acalma…”

Cannabis Cup – Amesterdã

Registramos pela primeira vez a fumantina exacerbada da Copa Anual da Cannabis – a popular Cannabis Cup -, na paradisíaca Amsterdã, Holanda. Recordo-me de que a comitiva brazuca era encabeçada pela esquadrilha da fumaça Marcelo D2 e Zé Gonzales, do Planet Hemp, o fotógrafo Vavá Ribeiro e meu amigo Xiko. Uma viagem antológica. Evento promovido pela revista norte-americana especializada em cânhamo High Times.

Amsterdã é a Disneylândia dos malucos. A meca da lúxuria, do prazer e das drogas leves. A beleza da cidade, com seus canais, casario antigo, museus e sex shops, ao lado da camaradagem do povo holandês, permite a qualquer ser humano viver com dignidade.

FUMANDO FEITO TURCO-OTOMANO
Importantes nomes egressos do movimento maconhífero de todo o mundo acompanhavam seminários num ambiente de fumaça sem limites, assim como um grupo de ativistas feministas a favor da descriminação da erva, que fazia parte do júri especial. O primeiro dia foi suportável por duas horas. Não é por nada não – mas foi um trabalho de Hércules acompanhar aquele bando de malucos-belezas fumando feito turco-otomano, falando manso sobre os efeitos benéficos da cannabis à saúde e pregando que o mundo seria outro com a utilização em massa do hemp em nosso dia-a-dia.

Tateando o terreno

Os dois primeiros dias foram de pura excitação. Subíamos e descíamos a escada em sintonia com tudo que ocorria. Conhecemos e fizemos intercâmbios com gente de todos os cantos do mundo, trocando impressões e colhendo dados sobre todas as utilidades possíveis do hemp. O clima de paz e amor harmonizava as relações: velhinhos holandeses colhiam informações com experientes freaks americanos e a todo momento me defrontava com dezenas de clones Jerry Garcia, o guru do Grareful Dead, já falecido.

No transcorrer do evento diversas mesas redondas, palestras e seminários. Ativistas, estudiosos e celebridades do meio falaram sobre vários assuntos: maconha na indústria têxtil, na culinária, na arte psicodélica, na religião: seu uso legal e ilegal, plantio, cultivo…Um fog de fumaça – autêntico smog – envolvia o ambiente por completo. Havíamos retornado aos anos 60/70 e não existia Lei Seca.  O fumo rolava forte por todos os cantos.

No Pax Party Park, um prédio de três andares, acontecia também na paralela, a Hemp Expo, de shampoo a lingerie, todos os produtos que estiveram à disposição do público tinham algo em comum: eram derivados da hemp. Pessoas extremamente lúcidas e ecologicamente corretas, explicavam e vendiam algumas das mais de 25 mil unidades da planta da cannabis em benefício da espécie humana. Da semente às flores, tudo é aproveitado e reciclado. O nível de THC da hemp industrial é quase nulo.

Ficamos em Amesterdã por mais quatro dias, instalados no hoel Kabul. Dentro do avião levantando vôo, olhei pela janela e observei que, por todo o trajeto, estufas gigantescas iluminavam o interior da Holanda – o hemp é a sexta maior produção agrícola do país, com 25 toneladas anuais. Quals erá o conteúdo dessas estufas? Inocentes tulipas? Até a próxima Cannabis Cup.

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